O Omoda QQ é um dos sete lançamentos já engatilhados pela operação independente da Omoda & Jaecoo no Brasil. O hatch elétrico, com estreia programada para 2027, deverá ser nacionalizado na antiga fábrica da Jaguar Land Rover em Itatiaia (RJ). A marca entende que essa tática pode atrasar a chegada do modelo, que já roda em testes pelo país, mas considera a decisão vital pensando no volume de vendas projetado.
<span class="hidden">–</span>MIIT/Divulgação
Na China, onde atende pelo nome de QQ3, a terceira geração estreou nas lojas em abril e provou que não guarda nenhuma relação visual ou técnica com o subcompacto vendido no Brasil nos anos 2000. O projeto atual é sustentado pela moderna plataforma T12, adota motor e tração traseiros e sobe de segmento para incomodar a vida da linha BYD Dolphin e Geely EX2.
Como é o Omoda QQ que será vendido no Brasil?
O Omoda QQ deve chegar ao Brasil equipado com um motor traseiro elétrico que rende 122 cv de potência e 11,7 kgfm de torque, de acordo com as estimativas dos concessionários locais. Esse conjunto mecânico eficiente será alimentado por uma bateria de 41,28 kWh de capacidade, que entrega energia suficiente para garantir desempenho ágil no uso urbano e rodoviário.
<span class="hidden">–</span>Chery/Divulgação
A bateria de 41,28 kWh promete render cerca de 420 km no otimista ciclo de testes chinês CLTC. No mercado nacional, a estimativa da própria rede é que esse conjunto garanta um alcance seguro de ao menos 300 km sob os rigorosos critérios do Inmetro. No mercado chinês, há uma configuração básica com 79 cv e bateria de 29,48 kWh, que limita o alcance a 310 km.
<span class="hidden">–</span>MIIT/Divulgação
Para otimizar o tempo dos motoristas, o sistema elétrico do veículo aceita recarga rápida em corrente contínua. Essa tecnologia permite repor a energia de 30% a 80% em aproximadamente 16,5 minutos. O recurso ajuda a viabilizar trajetos um pouco mais longos e facilita consideravelmente o convívio diário com o carro sem grandes esperas nos eletropostos públicos.
O espaço interno do Omoda QQ se beneficia diretamente de seus amplos 2,70 m de entre-eixos, providenciando uma área bastante vasta para as pernas no banco traseiro. Além disso, o hatch acomoda 375 litros de bagagem no porta-malas convencional e oferece um prático compartimento adicional de 70 litros sob o capô frontal, o prático e cada vez mais popular frunk.
O porte geral da carroceria cresceu de forma considerável para enfrentar a atual safra de compactos asiáticos. O novo modelo registra 4,19 m de comprimento, 1,81 m de largura e 1,57 m de altura, garantindo presença mais imponente nas ruas. A arquitetura elétrica repensada foi a grande responsável por otimizar a distribuição inteligente das medidas do projeto.
<span class="hidden">–</span>Falando de Carro/Instagram
Por dentro, o visual repete a fórmula minimalista que virou tendência de mercado entre os veículos de origem chinesa. O painel é dominado por uma generosa tela multimídia central de 15,6 polegadas, responsável por centralizar e controlar quase todas as funções da cabine. Atrás do volante, há um prático quadro de instrumentos digital que fornece dados essenciais.
A lista de equipamentos do hatch asiático busca entregar um nível superior de comodidade aos ocupantes. Os passageiros contam com bancos dianteiros anatômicos que chegam equipados com modernos sistemas de aquecimento e ventilação, um diferencial ainda raro nessa categoria de preço que reforça o apelo tecnológico pretendido e prometido pela própria fabricante.
Por que o QQ mudou de fabricante no Brasil?
O novo QQ3 chinês não carregará o logotipo da Chery no país porque os direitos comerciais do nome pertencem à operação nacional conjunta da Caoa Chery. Para atuar de maneira independente e driblar possíveis embates judiciais, a matriz matriz decidiu vender o hatch elétrico de forma desvinculada, sob a nova bandeira corporativa Omoda.
<span class="hidden">–</span>Falando de Carro/Instagram
Essa tática societária também funciona como um movimento prático de reposicionamento de imagem perante os consumidores. Ao batizar o carro de Omoda QQ (que pode ser comercializado no país apenas como Omoda Q), a fabricante ajuda a afastar o elétrico atual da antiga fama de carro de qualidade duvidosa construída pelo modelo fabricado em Jacareí (SP) no passado.
A proposta mercadológica adotada para a nova fase mudou por completo. O QQ chega para brigar diretamente em um segmento superior contra a dupla BYD Dolphin e Dolphin Mini, além de medir forças com os iminentes rivais que estão desembarcando no mercado nacional, como o esperado Geely EX2, o promissor GAC Aion UT e o aguardado MG4 Urban.
