Como nas duas colunas anteriores, a de hoje se refere aos efeitos indesejáveis da maconha.
Volto a dizer que o objetivo não é condenar ou defender o uso — questão individual —, mas explicar quais são os riscos associados a ele.
Na última coluna, falamos dos efeitos imediatos; a de hoje será sobre os que podem surgir a longo prazo.
Veja também: Maconha todos os diasMaconha todos os dias
1 –Bronquite crônica
A fumaça tragada reduz o número de células dotadas de cílios na mucosa dos brônquios (essenciais para eliminar as secreções) e aumenta a proporção de células produtoras de muco.
Como consequência, tosse, expectoração e chiado no peito são os sintomas mais frequentes com o passar dos anos. Mas falta de ar, como aquela provocada pelo cigarro comum, não é mais prevalente que nos não fumantes.
Um estudo com mil participantes revelou que esses sintomas são reversíveis com a abstinência.
2 – Doença pulmonar obstrutivo-crônica (DPOC)
Embora nos fumantes de maconha pareça não haver aumento do risco de desenvolver DPOC, neles há um declínio mais pronunciado da função pulmonar que entre os não fumantes. Esse declínio é mais lento que no uso do cigarro comum.
3 – Outras doenças respiratórias
A perda de cílios e o aumento de células secretoras de muco na mucosa brônquica comprometem as defesas locais e aumentam o risco de pneumonias e de outras infecções respiratórias.
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