A Nissan Frontier pode ter saído do catálogo da marca no Brasil, mas não é o fim da picape no país. A fabricante prepara a chegada tanto da Frontier Pro, feita na China com uma motorização híbrida, quanto da Frontier reestilizada, agora feita no México. Uma imagem supostamente vazada na Tailândia indica como a caminhonete deve ficar com a atualização no design.
A foto que circula em fóruns mostra a dianteira completamente reformulada. O estúdio de design da marca parece ter apostado em faróis divididos, grade ampliada e elementos horizontais. Como a origem não foi confirmada, não se descarta o uso de projeções ou inteligência artificial. Algumas publicações admitiram usar IA para melhorar a qualidade, mas surgiram fotos com fundos diferentes e projeções usando o mesmo design.
No entanto, caso o vazamento seja real, isso mostra que a Nissan adotará a mesma estratégia da Chevrolet S10 e Toyota Hilux, renovando a carroceria sobre o chassi antigo para mantê-la em linha por mais alguns anos. No caso da rival Toyota, a empresa vai até tratar a Hilux reestilizada, que chegará ao mercado brasileiro em 2027, como uma nova geração.
Nissan Frontier Pro é baseada na Dongfeng Z9Divulgação/Nissan
A inédita Nissan Frontier Pro terá um conjunto mecânico híbrido plug-in (PHEV) combinando um motor quatro cilindros 1.5 turbo a gasolina com um elétrico dianteiro. O conjunto deve entregar 434 cv de potência e 81,6 kgfm de torque, atrelado ao câmbio automático de quatro marchas e tração 4×4. A picape medirá 5,52 m de comprimento e terá 3,30 m de entre-eixos.
Essa variação eletrificada promete uma autonomia de até 135 km no ciclo chinês CLTC. Além da mecânica diferenciada, a caminhonete desenvolvida em parceria com a Dongfeng muda de segmento por causa do porte, indicando um foco maior em espaço e conforto frente a rivais do mercado. O modelo com a tecnologia plug-in focará na América Latina, Oceania e Sudeste Asiático.
Lá fora, a suposta reestilização da picape D23 deverá manter o já conhecido motor quatro cilindros 2.3 biturbo a diesel, capaz de render os mesmos 190 cv e 45,9 kgfm. A configuração seguirá ligada ao câmbio automático de sete marchas. Para otimizar o uso comercial, as versões de entrada adotarão eixo rígido com feixe de molas para carga pesada, ao passo que as mais caras devem manter o sistema multilink na traseira.
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A estratégia da Nissan será oferecer as duas opções da Frontier no Brasil. A versão movida a diesel virá importada do México para atender aos clientes mais tradicionais, com foco no mercado brasileiro e na Argentina. Já a inédita Frontier Pro estreará com um sistema híbrido plug-in, como parte do plano principal de trazer veículos eletrificados da China para ampliar o portfólio nacional da marca japonesa.
