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Sexta-feira, 18 de Setembro 2026
Tecnologia & Inovação

Ferrari 296 GT Modificata é o carro de corrida de 730 cv que não pode competir

Sem restrições de regulamento, esportivo extrai mais potência do motor 2.9 para treinos de alta performance em autódromos

Portal MAM News
Por Portal MAM News
Ferrari 296 GT Modificata é o carro de corrida de 730 cv que não pode competir
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A Ferrari 296 GT Modificata é o que o acontece quando os engenheiros de uma fabricante se livram das regras oficias das competições e levam um esportivo ao extremo. Baseado no 296 GT3 Evo que compete no World Endurance Championship (WEC), o esportivo foi projetado com aerodinâmica e mecânica mais livres para atuar nas etapas do programa Club Competizioni GT.

O resultado é uma máquina impressionante e que tem como destino a garagem de um ricaço que quer se divertir nas pistas. Mas há uma importante restrição: o supercarro não é homologado para competições normais, muito menos para andar nas ruas.

Ferrari 296 GT Modificata DivulgaçãoFerrariFerrari 296 GT Modificata DivulgaçãoFerrariFerrari 296 GT Modificata DivulgaçãoFerrariFerrari 296 GT Modificata DivulgaçãoFerrariFerrari 296 GT Modificata DivulgaçãoFerrariFerrari 296 GT Modificata DivulgaçãoFerrariFerrari 296 GT Modificata DivulgaçãoFerrariFerrari 296 GT Modificata DivulgaçãoFerrariFerrari 296 GT Modificata DivulgaçãoFerrari

Para começar, a fabricante extraiu mais força do motor V6 a 120 graus em posição central-traseira. Com 2.9 de cilindrada, o conjunto agora entrega 730 cv a 7.500 rpm e 81,6 kgfm de torque a 5.000 rpm. A ausência do balanço de performance (BoP), exigido nas corridas tradicionais para nivelar o grid, permitiu um ganho de 130 cv em relação ao modelo de corrida original, alcançando a marca de 244 cv de potência específica.

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Motor de carro de corrida com componentes metálicos e pretos, detalhes em vermelho, sobre um piso escuro texturizado<span class="hidden">–</span>Divulgação/Ferrari
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Para suportar o novo fluxo, o motor recebeu modificações no virabrequim, nos comandos de válvulas e nos turbocompressores. A bomba de combustível de baixa pressão é inédita, assim como o sistema de escape. A transmissão sequencial de seis marchas ganhou relações encurtadas para aproveitar o novo mapa de potência em conjunto com uma embreagem de carbono.

O aumento de potência exigiu uma aerodinâmica revista. A dianteira ganhou um capô com aberturas maiores para dissipar o calor do radiador central e um difusor inferior redesenhado. O objetivo desse difusor é melhorar o fluxo de ar para o assoalho, aumentando a força descendente (downforce) gerada pela carroceria.

Carro esportivo cinza e amarelo com aerofólio grande, visto de trás e lateral, em um ambiente escuro com iluminação focada. As lanternas traseiras estão acesas, e o pneu traseiro tem a marca Pirelli P Zero.<span class="hidden">–</span>Divulgação/Ferrari
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Na traseira, o carro traz uma asa montada em um pilar central único, acompanhada por um flap de 5 mm e placas laterais estruturais inspiradas no protótipo 499P. Na prática, a marca afirma que essas alterações garantem voltas até três segundos mais rápidas no circuito de Fiorano do que a 296 GT3 Evo. O modelo mede 5,03 m de comprimento, 2,23 m de largura e 1,08 m de altura, com entre-eixos de 2,66 m. O peso seco é de 1.330 kg.

Para manter o rendimento constante, os discos de freio dianteiros de 40 cm e os traseiros de 33 cm são feitos de aço e receberam nova refrigeração. Entradas de ar no para-choque ajudam a resfriar o conjunto de forma mais eficiente. O sistema ABS também foi recalibrado para atender desde pilotos iniciantes até os mais experientes em longas sessões de pista.

Interior de um carro de corrida com volante multifuncional da Ferrari, painel digital exibindo dados e um console lateral com botões vermelhos e coloridos. O ambiente é escuro, com detalhes em fibra de carbono e cintos de segurança pretos, sugerindo um cockpit de alta performance<span class="hidden">–</span>Divulgação/Ferrari
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O interior perde a configuração monoposto de corrida. Com a reestruturação do santantônio, a fabricante adicionou um segundo banco. A intenção é permitir que o proprietário divida a experiência em pista com convidados ou conte com as instruções de um treinador ao lado. O sistema de intercomunicador interno e o rádio vêm de série.

Apesar de não poder participar de diversas categorias do automobilismo, há uma competição em que o proprietário poderá se divertir com o esportivo. A aquisição da novidade inclui a participação em 12 etapas do Club Competizioni GT ao longo de dois anos. O calendário de 2027 prevê eventos em pistas como Spa-Francorchamps, Fuji e Indianápolis. O pacote do carro já inclui telemetria de fábrica com sensores de pressão de pneus, temperatura dos amortecedores e câmeras internas.

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A Ferrari não divulgou o valor oficial, mas esportivos de pista dessa estirpe costumam superar os 4 milhões de euros (cerca de R$ 24 milhões em conversão direta). O modelo disputará a atenção de bilionários com máquinas como o Porsche 911 GT3 R rennsport e a McLaren Senna GTR.

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FONTE/CRÉDITOS: Quatro Rodas

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