Por que a Honda não recomenda a troca dos filtros que existem em seu câmbio CVT? Maurício Rotundo, Jales (SP)
Ao contrário de algumas transmissões automáticas convencionais, que exigem manutenções programadas, a Honda não indica a troca preventiva dos filtros do seu câmbio CVT. Essa ausência, porém, não significa que o conjunto não tem proteção contra as partículas geradas no uso da transmissão.
De acordo com a Honda, seu câmbio CVT tem três métodos de coleta de resíduos: filtro interno, filtro do trocador de calor e ímã do cárter, mas não existe prazo definido para substituí-los.
A engenharia da fábrica explica que a substituição dos filtros não é necessária, pois eles são componentes “long life”, projetados para durar por toda a vida útil da transmissão, sem trocas durante as revisões. Na prática, isso significa que os materiais empregados nos sistemas de retenção possuem capacidade de armazenamento suficiente para não saturar durante o ciclo de uso estimado do automóvel.
De acordo com a empresa, a substituição (dos filtros) só é prevista quando a caixa CVT é desmontada para algum tipo de manutenção interna. Esse conceito reduz custos ao proprietário e evita intervenções desnecessárias.
