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Terça-feira, 15 de Setembro 2026
Tecnologia & Inovação

Jeep Avenger Longitude tem equilíbrio para ser o mais interessante da linha

Se não pode ter tudo, versão intermediária do Jeep Avenger preserva sofisticação e boa parte da tecnologia

Portal MAM News
Por Portal MAM News
Jeep Avenger Longitude tem equilíbrio para ser o mais interessante da linha
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Sabe aquela história que o filho do meio é sempre o esquecido? O Avenger Longitude não precisa lidar com isso. A versão intermediária tem, em geral, quase os mesmos equipamentos da versão Limited e visual um pouco mais modesto, custando R$ 10.000 a menos – ele parte de R$ 135.990. Talvez seja o ponto de equilíbrio entre conteúdo, dimensões e preço o que pode tornar esta a versão mais interessante da linha.

A limitação de espaço é a mesma. Se por um lado o Avenger não parece um hatch transformado em SUV, ele aproveita suas dimensões de outra forma. O espaço para as pernas no banco de trás é 4 cm menor do que em um Tera, que tem os mesmos 2,56 m de entre-eixos. Todavia, a largura interna é 6 cm maior do que no Volkswagen. O espaço na dianteira não é ruim, mas quem tiver o Renegade como referência estranhará o para-brisa inclinado e mais próximo do motorista, o que diminui a sensação de amplitude.

Onde o Avenger é generoso é na distância do solo: são 22,1 cm de vão livre, que resultam em ângulo de ataque de 22° e de saída de 33,6°. Aqueles que não são iniciados na marca poderão ter um “gostinho” sobre como é ter um Jeep.

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SUV cinza-escuro, visto de traseira e lateral, estacionado em rua de paralelepípedos. Ao fundo, uma parede vermelha com uma porta aberta e duas janelas de madeira marrom. O carro tem rack de teto e placa vermelha com Quatro Rodas<span class="hidden">–</span>Fernando Pires/Quatro Rodas

O Avenger Longitude segue quase o mesmo padrão de acabamento da versão topo de linha. O mais relevante para os compradores de SUVs é que os bancos mesclam tecido e vinil, em vez de ter o material impermeável em todo ele, como se vê nas portas.

Outras ausências são estéticas. As rodas diminuem de 18” para 17”, mas ainda se encaixam muito bem ao desenho do carro. O quadro de instrumentos perde 3 polegadas e passa a ser de 7”, mas a visualização das informações continua agradável e o acabamento lateral parece pensado para que o motorista não note o espaço vazio. Também não há nenhuma parte iluminada no painel e a faixa horizontal, que é dourada na versão mais cara, passa a ser prateada.

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SUV cinza escuro em movimento, visto de lado, com um motorista visível. O fundo desfocado mostra fachadas de casas coloridas, uma rosa e outra amarela, com janelas de madeira escura e molduras brancas<span class="hidden">–</span>Fernando Pires/Quatro Rodas

Os cortes na lista de equipamentos se estendem ao espelho retrovisor interno eletrocrômico, câmeras de visão 360o, centralizador de faixa, faróis matriciais (neste, são apenas full-led) e monitoramento de ponto cego. Mesmo assim, o Longitude mantém a câmera de ré, o detector de fadiga, o piloto automático adaptativo (ACC) e a frenagem de emergência como equipamentos de série. São os principais sistemas.

Interior de um carro moderno, com volante preto e o logo Jeep ao centro. Painel digital exibe informações do veículo, e uma tela multimídia sensível ao toque mostra um aplicativo de música. Bancos de couro escuro com detalhes em cinza, câmbio automático e console central com porta-objetos completam o ambiente. A porta do motorista tem controles dos vidros elétricos<span class="hidden">–</span>Fernando Pires/Quatro Rodas
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Ainda é possível equipar a versão intermediária com o Adventure Intelligence Pack, que inclui teto solar (e sai por R$ 8.500) e sistema de telemetria Jeep Adventure Intelligence (de R$ 3.500 extras). Também existe a opção de pintura metálica, que custa R$ 2.200. O que não faz sentido é que as portas USB-C traseiras sejam opcionais, no chamado Convenience Pack.

Enquanto cobra a mais por itens que deveriam ser de série, a Jeep demonstra um cuidado com seu carro de entrada. No console, por exemplo, o porta-copos tem divisórias ajustáveis para caber até as maiores garrafas e há um bom porta-objetos no meio do painel, logo abaixo da central multimídia e das saídas de ar-condicionado centrais.

Interior de um carro Jeep, mostrando o banco do motorista e passageiro dianteiro em tons de cinza e preto, com detalhes texturizados. O volante escuro e o painel com saídas de ar e o logo Jeep são visíveis. O tapete preto e a porta aberta completam a cena<span class="hidden">–</span>Fernando Pires/Quatro Rodas
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Lá na frente, o capô tem isolamento acústico e também uma placa de dissipação térmica: assim, blinda a cabine do ronco do motor 1.0 turbo e evita que o calor do turbocompressor queime alguém que coloque a mão na lataria. O importante é que o som do motor é quase imperceptível dentro da cabine, mesmo em acelerações e retomadas.

O Avenger também tem vários easter eggs espalhados pela carroceria, como desenhos nos vidros e uma joaninha nas barras do teto. Talvez saídas de ar traseiras fossem mais úteis, mas demorou dez anos para o Renegade ter isso. É o velho ciúme do irmão mais velho.

Interior de um carro com bancos traseiros em cinza claro e escuro, com detalhes em couro preto e tecido texturizado. Os bancos dianteiros, vistos por trás, são pretos. O console central tem porta-objetos. As janelas mostram um fundo claro<span class="hidden">–</span>Fernando Pires/Quatro Rodas
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Equipamentos de série do Jeep Avenger Longitude:

Ar-condicionado digital automático, faróis full led automáticos, lanternas de led, freio de estacionamento eletrônico, chave presencial para travamento/destravamento por aproximação, quadro de instrumentos de 7″, central multimídia de 10″ com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, sensor de chuva, seletor de modos de condução, sensores de estacionamento traseiros, duas portas USB (A e C) dianteiras, bancos revestidos de tecido, maçanetas e retrovisores externos em preto.

Porta-malas de carro cinza escuro, vazio e limpo, com o tampão superior levantado. O assoalho e as laterais são revestidos com carpete, e há um tapete retangular cinza claro no canto direito. O banco traseiro, também cinza, está visível ao fundo<span class="hidden">–</span>Fernando Pires/Quatro Rodas

Há também estepe, seis airbags, aviso de colisão frontal com frenagem de emergência, assistente de permanência em faixa, controle de estabilidade, detector de fadiga do motorista, piloto automático, faróis altos automáticos, leitura de placas de velocidade, assistente de descida (hill descent control) e monitoramento de pressão dos pneus, câmera de ré, alto-falantes dianteiros e traseiros (6), aletas para troca de marcha, carregador de celulares por indução, bancos com revestimento de tecido e vinil, maçanetas externas na cor do veículo, retrovisores em preto brilhante, barras de teto, rodas de 17″ com pneus 215/60, faróis de neblina com função cornering lights, piloto automático adaptativo e sistemas de auxílio à condução também com câmera, além do radar.

Opcionais: 

  • Convenience Pack (R$ 3.500) – duas portas USB traseiras, retrovisor interno sem borda, retrovisores externos rebatíveis, detector de pontos cegos e sensores de estacionamento dianteiros e laterais
  • Teto solar + Jeep Connect (R$ 8.500) – teto solar panorâmico com abertura elétrica, quadro de instrumentos de 10,25″ e multimídia com ChatGPT embarcado
Traseira de um Jeep Avenger cinza escuro estacionado em piso de paralelepípedos, com a placa Quatro Rodas em vermelho. Ao fundo, vegetação densa e um pilar bege claro. As lanternas traseiras têm formato de X<span class="hidden">–</span>Fernando Pires/Quatro Rodas

Teste – Jeep Avenger Longitude 1.0T MHEV 12V

ACELERAÇÃO
0 a 100 km/h: 10,7 s
0 a 1.000 m: 32,5 s / 157,5 km/h

VELOCIDADE MÁXIMA
n/d

RETOMADAS
40 a 80 km/h: 4,8 s
60 a 100 km/h: 5,9 s
80 a 120 km/h: 8,0 s

FRENAGENS
60/80/120 km/h a 0: 14,9 / 26,6 / 59,7 m

CONSUMO
Urbano: 11,9 km/l
Rodoviário: 14,4 km/l

RUÍDO INTERNO
Neutro/RPM máx.: 43,5 / 57,4 dBA
80/120 km/h: 63,6 / 69,1 dBA

AFERIÇÃO
Velocidade real a 100 km/h: 98 km/h
Rotação do motor a 100 km/h: 1.800 rpm
Volante: 2,5 voltas
Garantia: 5 anos

Ficha técnica – Jeep Avenger Longitude 1.0T MHEV 12V

  • Motor: flex, dianteiro, transversal, 3 cil., turbo, 12 V, 999 cm³, 116 cv, 20,4 kgfm; elétrico, 12V
  • Câmbio: aut., CVT, 7 marchas virtuais, tração dianteira
  • Direção: elétrica
  • Suspensão: McPherson (diant.), eixo de torção (tras.)
  • Freios: disco ventilado nas quatro rodas
  • Rodas e pneus: liga leve, 215/60 R17
  • Dimensões: comprimento, 408,7 cm; largura, 198,1 cm; altura, 158,3 cm; entre-eixos, 256,1 cm; vão livre do solo, 22,1 cm; peso, 1.271 kg; porta-malas, 321 litros
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FONTE/CRÉDITOS: Quatro Rodas

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