A soja terminou a sessão de quarta-feira (29) em forte queda na Bolsa de Chicago, pressionada principalmente pela melhora das condições climáticas previstas para as principais regiões produtoras dos Estados Unidos.
A previsão de chuvas mais abrangentes, acompanhadas de temperaturas mais amenas, reduziu a preocupação do mercado com possíveis perdas nas lavouras norte-americanas. Com isso, parte do chamado prêmio de risco climático foi retirada das cotações.
O movimento colocou o clima novamente no centro das atenções dos investidores, especialmente em um período importante para a definição do potencial produtivo da safra norte-americana.
Clima pesa sobre as cotações
A perspectiva de condições mais favoráveis para o desenvolvimento das lavouras aumentou a percepção de que a produção dos Estados Unidos poderá apresentar bom desempenho.
Esse cenário tende a limitar o espaço para novas altas em Chicago no curto prazo, principalmente porque o mercado vinha incorporando aos preços preocupações relacionadas ao clima durante as últimas semanas.
Além do clima, os operadores continuam monitorando a demanda internacional, o comportamento das exportações norte-americanas e as relações comerciais envolvendo os grandes compradores mundiais da oleaginosa.
Reflexos podem chegar ao mercado brasileiro
A movimentação em Chicago também merece atenção dos produtores brasileiros, já que a bolsa norte-americana é uma das principais referências para a formação dos preços internacionais da soja.
Uma sequência de quedas em Chicago pode reduzir a sustentação das cotações no mercado brasileiro, especialmente quando combinada com oscilações do dólar e dos prêmios de exportação.
Por outro lado, o mercado interno ainda possui fatores próprios que podem limitar ou ampliar os efeitos da queda externa. Entre eles estão a disponibilidade de soja, o ritmo das vendas dos produtores, a demanda das indústrias e as condições cambiais.
Mercado segue de olho no clima
Apesar da pressão registrada nesta sessão, o clima continuará sendo um dos principais fatores de volatilidade para a soja nas próximas semanas.
Qualquer mudança significativa nas previsões para as regiões produtoras dos Estados Unidos pode provocar novas movimentações em Chicago, principalmente porque a safra norte-americana atravessa uma fase decisiva para a definição das produtividades.
Para o produtor brasileiro, o momento exige atenção redobrada às cotações internacionais, ao dólar e aos prêmios, evitando decisões de venda baseadas apenas na movimentação de um único pregão..
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