A Renault Geely do Brasil anunciou que terá dois SUVs híbridos Renault no mercado brasileiro em 2027. Um deles será fruto da parceria entre a francesa e a chinesa, utilizando a plataforma do EX5 EM-i, que passa a ser produzido no país. Porém, a marca já fala sobre outras possibilidades de compartilhamento e garante que a aliança não gerará modelos “gêmeos”.
Para o próximo ano, um dos SUVs confirmados será algo inédito para o Brasil. Ele será um Renault com a mesma plataforma GEA (Global Intelligent Electric Architecture) do EX5 EM-i, a configuração híbrida do modelo. A expectativa é de que seja a segunda geração do SUV cupê Arkana, segundo apurou o jornalista Marlos Ney Vidal, do site Autos Segredos.
Deste ângulo, o Geely remete ao Porsche Cayenne; lanternas usam solução clichêFernando Pires/Quatro Rodas
O outro pode ser a versão híbrida do Renault Boreal. Ele ganhará o conjunto já confirmado para a picape Niagara, que também o adotará no próximo ano. Ainda não se sabe como será a configuração, mas espera-se que seja algo como uma evolução de um sistema híbrido leve, cujo motor elétrico tracionará as rodas.
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Mas há mais planos guardados pela empresa. Um deles pode ser um compacto eletrificado da Renault feito a partir do Geely EX2, que passará a ser fabricado no Brasil no próximo mês de dezembro.
Geely Monjaro dá origem ao Renault Koleos vendido no BrasilDivulgação/Geely
Por outro lado, apesar das colaborações de plataforma e tecnologia, e do compartilhamento das linhas de produção em São José dos Pinhais (PR), Renault e Geely não terão modelos “gêmeos” com logotipos trocados – os ditos rebadges.
A confirmação vem do próprio presidente da Renault Geely no Brasil, Ariel Montenegro. Segundo Ariel durante um encontro restrito com jornalistas brasileiros, do qual QUATRO RODAS participou, a parceria entre Renault e Geely no Brasil não seguirá o modelo visto na Coreia do Sul, que dá origem ao Renault Koleos – nascido como Geely Monjaro e transformado sem grandes alterações. Segundo Ariel, “cada marca terá a sua identidade. “Não teremos rebadges [entre as marcas] no Brasil”, completou.
