A GWM está prestes a aumentar sua gama de SUVs no Brasil. A empresa já vende os Haval H6 e H9, bem como Tank 300, Wey 07 e Ora 5. Agora, conforme flagra recente, a empresa prepara a chegada do Haval H7, que é mais um SUV com estilo quadrado.
O leitor mais atento observa que esse tipo de desenho e proposta pode ser encontrada no Haval H9 e no Tank 300. No entanto, será que existem diferenças suficientes para que os três produtos convivam e encontrem seus respectivos públicos?
Tampa do porta-malas carrega o estepe e abre lateralmenteDivulgação/GWM
Vale destacar que essencialmente as divisões Haval e Tank se distanciam em proposta, uma vez que a Haval é uma espécie de marca de SUVs do grupo GWM, enquanto a Tank é focada em experiência off-road. Claro que isso não é o bastante para diferenciar os três modelos, mas é um ponto de partida para entender cada público.
Haval H7 tem porte de Tank 300 e proposta de Haval H9
Visualmente, os aspectos das marcas ficam evidentes. O Tank 300 é claramente um produto pensado para o off-road, com destaque para a forma das caixas de rodas, por exemplo, que é consideravelmente mais alta.
GWM Haval H9 2027Divulgação/GWM
Agora, quando olhamos para H9 e H7 vemos muitas semelhanças. O H7 foi projetado como uma espécie de H9 em miniatura, ainda que tenha um pouco mais de vincos na carroceria. No geral, o estilo “boxy” é mantido, inclusive com o estepe pendurado na tampa do porta-malas, ambos com abertura lateral.
A comprovação da miniatura e do porte do Tank 300 vem justamente do comparativo entre os três. Confira as medidas de cada um:
GWM Tank 300Fernando Pires/Quatro Rodas
Ou seja, em relação ao Tank 300 o grande diferencial é de proposta, já que o H7 não é necessariamente um SUV off-road, ainda que tenha tração nas quatro rodas e capacidades para algumas situações. E no comparativo com o H9, a distância está no porte, já que o H7 é um SUV de cinco lugares contra uma opção de sete lugares, que é 17 cm maior e tem 11 cm a mais de entre-eixos.
Grandes telas dominam o interior do H7Divulgação/GWM
No interior as coisas se aproximam mais, especialmente entre os dois Haval, que possuem muitas semelhanças e diferenças apenas de alguns materiais ou tamanho de telas. No Tank 300, como é típico de carro off-road, o painel é mais curto e o para-brisa mais reto, o que ajuda a aumentar a sensação de espaço interno.
H7 e H9 tem origens distintas
GWM Haval H7@autorodmotors/Reprodução
As diferenças se reforçam ao olharmos para as estruturas dos veículos. O Tank 300 e o Haval H9 usam arquitetura de chassi sobre longarinas, a mesma típica de picapes, como a própria GWM Poer. Já o Haval H7 utiliza a mesma estrutura monobloco do Haval H6. Em linhas gerais, carros com carroceria sobre chassi costumam ser mais robustos, enquanto uma estrutura monobloco acrescenta em conforto.
A comprovação vem da suspensão, no Tank 300 e no H9 a suspensão dianteira é independente de braços sobrepostos, enquanto no H7 é McPherson, já na traseira, a dupla com maior capacidade off-road usa eixo rígido, enquanto o novato usa suspensão independente multilink.
É 4×4 com marcha reduzida e bloqueio dos diferenciaisFernando Pires/Quatro Rodas
Em termos de motorização, Tank 300 e Haval h7 são ligeiramente diferentes, enquanto o H9 se distancia de todos eles se voltando a um público que prefere combustão e a força do diesel.
O Tank 300 é o único equipado com motor 2.0 que ganhou tecnologia flex na linha 2027. O motor trabalha em ciclo Miller e combinado a um propulsor elétrico entrega 394 cv de potência e 76,4 kgfm. De acordo com a marca, o conjunto é capaz de levar o jipão de 2.630 kg de 0 a 100 km/h em apenas 6,8 segundos.
Já o Haval H7 ainda não teve sua motorização confirmada, mas a mais provável combina o motor 1.5 turbo do Haval H6 com dois elétricos, um em cada eixo, para chegar aos 364 cv e 77,5 kgfm de torque.
Estepe na traseira não é por estética: no off-road, torna–se funcionalFernando Pires/Quatro Rodas
O grande diferencial do Tank 300 é na tração 4×4, que não é elétrica como no H7. Isso se dá pela posição do motor elétrico: dianteiro no Tank, traseiro no H7. O câmbio é automático de nove marchas no Tank 300, há três bloqueios de diferenciais (dianteiro, central ou traseiro) e opção de reduzida. No H7, a transmissão é automatizada de duas marchas mecânicas e demais relações elétricas.
O Haval H9 é o único diesel do grupo. O motor é o mesmo da Poer, ou seja, um 2.4 que desenvolve 184 cv de potência e 48,9 kgfm de torque a 1.500 rpm, ligado ao câmbio automático de nove marchas. Ele permite 0 a 100 km/h em 13 segundos e velocidade máxima de 170 km/h. Neste caso, há apenas bloqueio do diferencial traseiro e caixa reduzida.
Em resumo, o Haval H7 terá proposta visual mais parruda que o Haval H6, com quem divide a estrutura, mas será menos capaz que Haval H9 ou Tank 300. Ele será uma opção mais confortável em relação ao H9, com quem divide a identidade, mas terá menos espaço.
